Como as novas reações do Facebook impactam o marketing

Você já deve ter reparado nas novas reações do Facebook, extensões do botão curtir pelas quais o usuário pode expressar diferentes sentimentos em relação a um post, como amor, risadas, surpresa, tristeza e raiva.

A rede social disponibilizou essas novas opções de expressar empatia para contemplar situações em que a história não deve necessariamente ser curtida, como a morte de um ente querido ou uma notícia sobre corrupção. Já pensou em como as novas reações do Facebook vão impactar sua marca?

O novo recurso abrirá novas portas para o marketing digital, mas também trará uma série de desafios, principalmente em relação aos métodos de análise dos resultados. Saiba o que deverá mudar nos próximos meses:

Todas as reações são consideradas “curtir” (por enquanto)

Independente da opção escolhida, as novas reações do Facebook são interpretadas pela rede social como uma demonstração de que o usuário quer continuar vendo aquele tipo de conteúdo. Em outras palavras, mesmo que ele escolha a “raiva” para expressar sua opinião sobre uma notícia, o algoritmo do Facebook vai tratar a escolha como se fosse um “curtir”.

De acordo com um estudo de Jonah Berger, professor da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, e autor do livro Contagious – Why Things Catch On (em tradução livre, “Contagioso – por que as coisas pegam?”), conteúdos que geram raiva são 35% mais suscetíveis a parar na página de notícias mais compartilhadas do jornal americano New York Times, enquanto posts que geram ansiedade têm 21% mais chances de aparecerem na página. Ou seja, as pessoas querem ver posts que as deixam felizes, mas também querem se indignar.

No futuro, porém, o Facebook pode querer classificar esses posts de maneira diferente no feed de notícias com base nessas reações.

Métricas ainda são restritas no Facebook Insights

Ainda é impossível checar as reações gerais de uma página no Gerenciador de Negócios. Para ter acesso ao número de pessoas que reagiram com o botão de raiva ou tristeza, por exemplo, é preciso abrir a página de insights de um único post. Além disso, é impossível ver quanto dessas reações foram obtidas por meio do alcance orgânico ou por impulso dado à publicação.

Novos insights de sua audiência

Ainda que de difícil análise, as novas reações do Facebook trarão às marcas insights mais profundos das audiências com as quais interagem. Usuários que não queriam curtir seu conteúdo (porque não gostaram ou porque sentiram que não era apropriado) agora podem enviar sinais específicos de como se sentem em relação aos posts.

Como qualquer reação conta como um “curtir”, pessoas que antes não interagiam com sua marca agora podem reagir, dando sinais ao Facebook de que aquele conteúdo pode servir a outras audiências. Isso será de grande importância para as marcas com a ascensão do mobile, pois vai facilitar a interação. Usuários que não querem usar seus smartphones para comentar podem simplesmente “reagir”.

Mais testes e experimentações

Os posts que recebem mais corações na sua página são os que têm maior audiência? Então crie conteúdos que os usuários queiram amar. Da mesma maneira, se os posts que recebem “raiva” geram mais compartilhamentos, crie conteúdos que, de maneira respeitosa, possam gerar essa reação.

Além disso, pessoas que reagem com “amor” a muitos dos seus posts podem ser bons defensores da marca. Antes das novas reações do Facebook, era mais difícil identificar esses fãs e a rede social ainda não disponibilizou uma ferramenta para segmentar essas pessoas, no entanto, por meio de um trabalho manual mais intenso, é possível começar a notar quem ama seus posts mais frequentemente. Aproveite para manter uma lista e interagir com eles de maneira mais intensa.

Esse é apenas o início do que pode ser alcançado com as novas reações do Facebook. A tendência é que, cada vez mais, as empresas possam conhecer suas audiências e criar conteúdos mais otimizados. Sua marca está pronta para isso?

Com Hubspot Blog

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